25 de nov. de 2009

Qual é a essência da Cabala?




Transcrição


Minha pergunta seria: Qual é a essência da sabedoria da Cabala? É isso.

Qual é a essência da Cabala? Bem, tem havido muita confusão, lenda, mito e má interpretação cercando a verdadeira natureza da Cabala. Porque tem sido cercada de mistério através de milhares de anos. E é chamada a ciência oculta por 3 razões:

No passado os cabalistas ensinavam apenas algumas pessoas altamente desenvolvidas de cada geração e que já possuiam certas qualidades internas, não encontradas até recentemente na humanidade em geral. E estas qualidades lhes permitiam entende-la e usa-la corretamente. Em primeiro lugar foi oculta propositadamente pelos próprios Cabalistas.

Todos os livros Cabalistas são escritos de uma maneira em que usam palavras que parecem falar de pessoas e coisas. Mas de fato, nem uma única palavra de qualquer livro Cabalista fala do mundo físico. E se você não aprende como ler estes livros com um Cabalista de uma linhagem autêntica de ensino, você simplesmente não poderá entende-los. Não interessa quão esperto você seja. O que você acabará conseguindo será um produto da sua imaginação e nada mais.

A Cabala revela o propósito e a natureza deste sistema que nós chamamos vida. E se uma pessoa não tiver ao menos uma grande, real e séria necessidade de fazer esta pergunta ela não poderá ouvir a resposta mesmo que seja gritada para ela. Mas hoje em todo o mundo muitas pessoas estão descobrindo a Cabala.

Então, vamos esclarecer esses malentendidos. Primeiro, vamos olhar para o que a Cabala não é.

Não é e não tem nada a ver com: religião, mágica, misticismo bruxaria, advinhação, cultos curas, meditação, auto-ajuda filosofia, percepção extra-sensorial telepatia, vidência e qualquer outra crença... embora muitas destas tenham tomado emprestado e mal interpretado os principios da Cabala nos últimos anos.

Agora, o que ela é realmente. O Cabalista Yeshuda Ashlag define assim a Cabala: "A sabedoria não é nada mais nada menos do que uma sequencia de raizes que estão suspensas por meio de uma relação de causa e efeito em regras predeterminadas resultando em único e destacado objetivo que é A revelação de Sua Divindade para Suas criaturas neste mundo".

Isto significa a existência de uma Força Superior e existem Forças Regulatórias que vêm desta Força Superior e são responsáveis por nossa existência neste mundo. Somos familiares com as forças físicas como a gravidade o eletromagnetismo e até o poder do pensamento. Mas há forças de uma ordem bem superior que agem mesmo estando ocultas de nós. Do mesmo modo que podemos sentir os efeitos da eletricidade mas não podemos vê-la e não sabemos exatamente o que é. A última e abrangente força é o Criador, a soma de todas as forças do mundo e o mais alto nível na linha das Forças Regulatórias. Essa Força Superior criou os cinco mundos e a barreira que os separa do nosso mundo.

A ciência da Cabala não estuda o nosso mundo e as suas pessoas do modo que a ciência tradicional o faz. Ela investiga tudo o que existe além desta barreira.

Não há nada além das Forças que descem do Alto de acordo com estas leis e as leis, como escreveu Ashlag, são fixas, absolutas. Elas estão em toda a parte e finalmente elas estão dirigidas para que nós possamos apreender as Leis Regulatórias da Natureza, enquanto ainda estamos neste mundo.


Fonte: Bnei Baruch - Instituto de Pesquisa e de Estudos da Cabala

24 de nov. de 2009

Shamati 50 - Dois Estados

Traduzido de Two States
Autor - Baal HaSulam


Há dois estados para o mundo. No primeiro estado, o mundo se chama “dor”, e no segundo estado ele se chama “Sagrada Shechina (Divindade)”. Isto porque antes de uma pessoa ser dotada com a correção dos seus atos para terem o fim de doar, a pessoa sente o mundo apenas na forma de dores e tormentos.

No entanto, depois a pessoa é recompensada com a visão de que a Sagrada Shechina está vestida no mundo inteiro, e então considera-se que o Criador preenche o mundo. E assim o mundo se chama “Sagrada Shechina”, a qual recebe do Criador. Isto se chama “a unificação do Criador e da Divindade”. Tal como o Criador dá, tabém o mundo agora se ocupa unicamente com a doação.

É como uma música triste. Alguns músicos sabem representar o sofrimento sobre o qual a música é composta, porque todas as melodias são como uma língua falada onde a música interpreta palavras que alguém quer dizer em voz alta. Se a música evoca o choro entre os ouvintes de forma que todos choram por causa do sofrimento que a melodia expressa, ela então se chama “uma música”, e todos amam ouvi-la.

No entanto, como as pessoas podem apreciar o sofrimento? Visto que a música não aponta para um sofrimento presente, mas para o passado, ou seja, tormentos que já passaram, foram adoçados, e receberam suas satisfações, por essa razão as pessoas gostam de ouvi-los. Isto indica o adoçamento dos julgamentos, que as dores que se tinha foram adocicadas. É por isso que esses sofrimentos são doces de se ouvir, e então o mundo se chama “Sagrada Divindade”.

O importante que a pessoa deveria saber e sentir é que existe um líder para a cidade, como nossos sábios disseram, “Abraão o Patriarca disse, ‘Não há cidade sem um líder.’” Não deve-se pensar que tudo o que acontece no mundo é casual e que a Sitra Achra leva a pessoa a pecar e a dizer que tudo é incidental.

Este é o significado do Hammat (vaso de) Keri (sêmen). Existe um Hammat preenchido com Keri. O Keri leva a pessoa a pensar que tudo é Bemikreh (incidental). (Mesmo quando a Sitra Achra leva alguém a tais pensamentos para dizer que tudo é incidental, sem orientação, isto também não é por acaso, mas o Criador quis dessa forma.)

No entanto, deve-se acreditar em recompensa e punição, e que há um julgamento e que há um juiz, e tudo é conduzido pela Providência da recompensa e punição. Isto porque às vezes, quando alguém deseja e o despertar para o trabalho de Deus vem até a pessoa, e ela pensa que isto veio até ela por acaso, ela deveria saber que ali também ele fez um esforço que precedeu o ato de escutar. Ele rezou para ser ajudado pelo Alto para ser capaz de realizar uma ação com a intenção, e isto se chama elevar MAN.

Contudo, a pessoa já esqueceu isso e não considerou este feito, visto que ela não recebeu uma resposta instantânea para a oração, como se dissesse, “pois Vós ouvis a oração de todas as bocas.” Ainda assim, a pessoa deve acreditar que a ordem do Alto é que a resposta à oração pode vir vários dias e meses depois da pessoa orar.

A pessoa não deve pensar que foi por acaso que ela recebeu este despertar atual. Às vezes ela diz, “Agora que eu sinto que não me falta nada e que eu não tenho preocupações, minha mente está clara e saudável agora, e por essa razão eu posso focar minha mente e meu desejo no trabalho de Deus.”

Segue-se que a pessoa pode dizer que todo o seu compromisso com o trabalho de Deus é, “o seu poder e a força de sua mão trazem-no esta riqueza.” Assim, quando a pessoa pode empenhar-se e alcançar necessidades espirituais, ela deve acreditar que isto é a resposta à oração. Pelo que a pessoa rezou antes, essa oração agora foi respondida.

Além disso, às vezes quando lendo algum livro, e o Criador abre os olhos da pessoa e ela sente algum despertar, aí também a conduta usual da pessoa é relacionar isto com o acaso. No entanto, tudo isto é guiado.

Apesar da pessoa saber que toda a Torá são os nomes do Criador, como ela pode dizer que através do livro que ela está lendo veio algum tipo de sensação sublime? A pessoa deve saber que ela frequentemente lê o livro e sabe que toda a Torá são os nomes do Criador, mas mesmo assim não recebe nenhuma iluminação ou sensação. Ao contrário, tudo é seco e o conhecimento que a pessoa tem não a ajuda de forma alguma.

Por isso, quando uma pessoa estuda um certo livro e coloca sua esperança n’Ele, o seu estudo deve ser baseado na fé, que ela acredita na Providência e que o Criador vai abrir seus olhos. Neste momento ela passa a ter a necessidade do Criador e assim tem contato com o Criador. Através disso, ela certamente alcança a adesão com Ele.

Há duas forças que contradizem uma à outra, uma Força Superior e uma Força Inferior. A Força Superior é, como está escrito, “Todos os que são chamados pelo Meu Nome, e quem Eu criei para a Minha glória.” Isto significa que todo o mundo foi criado apenas para a glória do Criador. A Força Inferior é a vontade de receber que argumenta que tudo foi criado para ela, tanto coisas corpóreas quanto espirituais, tudo para o amor-próprio.

A vontade de receber argumenta que ela merece este mundo e o próximo mundo. Certamente, o Criador é o vencedor, mas isto se chama “o caminho da dor.” Isto se chama “um caminho longo”. Mas há um caminho curto, chamado “o caminho da Torá”. Isto deveria ser a intenção de todos – encurtar o tempo.

Isto se chama “Eu vou apressá-lo.” Caso contrário, isto seria “a seu tempo”, como nossos sábios disseram, “recompensado – Eu vou apressá-lo; não recompensado – a seu tempo,” “que Eu coloco sobre você um rei tal como Haman, e ele o forçará a se reformar.”

A Torá começa com Beresheet (No começo), etc. “Agora a terra era informe e o vazio, a escuridão,” etc., e termina “à vista de toda Israel.”

No começo nós vemos que a terra é “informe e o vazio, a escuridão,” mas quando eles se corrigem para doar, eles são então recompensados com “e Deus disse, que haja luz etc.” até a Luz aparecer “à vista de toda Israel.”


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22 de nov. de 2009

O Poder Da Unidade Reina Supremo



A tela (Masach) é uma força anti-egoísta que bloqueia a passagem da Luz. Ela permite uma parte da Luz entrar no Partzuf espiritual (a alma), para se tornar a “Luz Interior,” enquanto a outra parte da Luz não pode ser recebida com o intuito da doação e continua do lado de fora como a “Luz Circundante.”

As Luzes Interior e Circundante são opostas uma à outra, mesmo apesar de serem a mesma Luz. A tela as divide por se relacionar a cada uma delas de forma diferente. É como dois amigos que vêm à minha casa e desejam entrar. Eu deixo um deles entrar com prazer e mando o outro embora rudemente. Como os dois antigos amigos vão se sentir um quanto ao outro agora, depois de eu tê-los separado!?

A mesma coisa acontece aqui. A Luz vem como um único todo, mas é dividida em duas partes pela tela. Essas duas partes são diferentes uma da outra, mas apenas em relação à atitude da tela com cada uma. É por isso que as duas Luzes lutam para cancelar a tela a fim de se unirem novamente; elas sentem que a tela está atrapalhando. A Luz Interior quer cancelar a tela para que sua amiga possa ser aceita também. A Luz Circundante diz: “Se você não quer nós duas, então você não vai ter nenhuma!”

Então a tela fica sem escolha e revoga sua decisão. Ela ascende e expulsa toda a Luz. Então qual é a decisão que ela revoga? A decisão de dividir a Luz em duas. A barreira que foi colocada entre elas agora deve ser removida. Este processo se chama o enfraquecimento (ou afinação) da tela. A unidade da Luz é mais forte do que a barreira que a tela deseja estabelecer, e então a Luz derrota a tela com o poder da sua unidade!

16 de nov. de 2009

Está na hora de tirar as vendas dos olhos


Fonte: Blog do Cabalista Rav Michael Laitman

Pergunta: Por que as pessoas associam os mandamentos com a correção do corpo?

Resposta: Certamente nós não corrigimos nossos braços e pernas. Nós estamos falando do “corpo de um objeto”, que é a alma, o desejo, ou partes da alma, ou seja, os desejos indivuais. A diferença entre os desejos da alma e os desejos corpóreos é que os desejos da alma são formados com qualidades semelhantes ao Criador – usar a si mesmo a fim de doar ao invés de receber para si próprio.

O corpo físico não tem nada a ver com isso. Nós podemos fazer transplantes, remover partes do corpo ou órgãos, e fazer transfusões de sangue. Os hospitais não verificam se os doadores são “justos” e é possível que aqueles que recebem partes do corpo ou sangue os recebem de alguma pessoa injusta. Isto se deve à grande confusão em relação ao corpo espiritual e nosso corpo de carne e osso causada pelo misticismo, contos macabros e estórias de terror religiosas.

Os mandamentos descrevem uma correção dos desejos, e não a correção do corpo animal. Os corpos nos quais existimos são necessários apenas para mantermos uma existência física, mas enquanto estamos entre os desejos do nosso mundo, um embrião da alma emerge, e nós precisamos ser capazes de desenvolver este pequeno desejo ao nível do Criador.

Por isso, tradições e religiões não têm nada a ver com a correção da alma. Deixe as pessoas do mundo inteiro manterem suas tradições e, ao mesmo tempo, corrigirem seus desejos com o fim de amar seus próximos como a si mesmos. Enquanto isso, a carne não vai mudar.

Não há nada spiritual em ações mecânicas. É muito bom se elas te acalmam e criam um formato de vida confortável. Apenas não minta para si mesmo, acreditando que você corrige a sua alma através dessas ações e ganha a sua entrada para o “mundo vindouro.” O mundo vindouro é a revelação do Criador. Se você não prepara a sua alma para isso, então você não tem onde revelar a Ele, nem antes nem depois do corpo animal perecer.

Está na hora de tirar as vendas dos olhos da humanidade e de todos perceberem que em toda a nossa vida terrena, existe apenas um ponto espiritual chamado “o ponto no coração,” a entrada para o mundo espiritual.


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10 de nov. de 2009

Não existem atalhos para a espiritualidade

Traduzido de There Are No Shortcuts Into The Spiritual World

Fonte: blog do Cabalista Rav Michael Laitman

Pergunta: Se eu vier a conhecer o mundo inteiro, então eu serei capaz de ganhar todo o dinheiro do mundo e usá-lo para disseminar a Cabala para a humanidade inteira. Como resultado, o mundo inteiro alcançará a espiritualidade e eu também junto deles. Então, pode-se concluir que eu posso usar o conhecimento ou até mesmo a riqueza para alcançar a espiritualidade?


Resposta: Mesmo se o mundo inteiro alcançasse a espiritualidade, você não a alcançaria junto deles. Você precisaria exercer esforços de acordo com a raiz da sua alma de forma a corrigi-la, caso contrário você não teria o órgão sensorial (o vaso, o Kli) para sentir o mundo espiritual. O mundo espiritual não pode ser servido num prato para ninguém.

Mesmo se todos corrigissem a si mesmos e te levassem para o mundo espiritual com eles, você continuaria sendo um mero ponto entre eles, incapaz de sentir nada. Afinal, você está no mundo espiritual agora mesmo, cercado pelo mundo da Infinidade, mas você não o sente porque você não tem os meios com os quais fazer isso.

A única pessoa que pode te desenvolver é você mesmo. Este desenvolvimento acontecerá apenas sob a influência da Luz Superior e na medida da sua aspiração por ela. Somente a colisão entre a Luz e o desejo, as entradas e saídas da Luz, tornam possível para você senti-la. Quem mais pode fazer isso se não você?

Naturalmente, se você outorga aos outros através da participação na disseminação da Cabala, isso te ajuda. Mas os seus esforços são necessários. A espiritualidade é adquirida não com dinheiro, mas com o trabalho individual. Onde mais você iria sentir o mundo espiritual? Você tem que ter fome por isso e aumentar essa fome dentro de si mesmo – a fome pela outorga, pela conexão com os outros, por mesclar-se com o Criador. Você acha que alguém vai simplesmente te levantar e te carregar com eles feito uma mala?

Você pode receber um sentido do mundo espiritual agora mesmo! O mundo da Infinidade está em toda a sua volta, então o que está te impedindo? A falta do desejo é o que te impede.

6 de nov. de 2009

Até quando é preciso reencarnar?


Fonte: Kabbalah Library
Autor: Rabash

Para evitar ter que reencarnar novamente, que nível espiritual deve ser alcançado?

Os Cabalistas dizem que todas as almas devem reencarnar até aperfeiçoarem todo o seu N-R-N-Ch-Y (as cinco partes da alma, Nefesh-Ruach-Neshama-Chaya-Yechida). No entanto, a maioria das pessoas não tem todas as cinco porções que se chamam N-R-N-Ch-Y, mas apenas Nefesh, que é do mundo de Asiyah.

Fica implícito neste trecho que a pessoa precisa corrigir-se apenas de acordo com a sua própria porção e de acordo com a raiz individual da sua alma particular, e nada mais. Com isso, fica completo aquele aspecto da alma completa o qual ele precisava corrigir.

É necessário saber que todas as almas são extensões da alma geral de Adam Harishon (o primeiro homem).

Como resultado do pecado da árvore da vida, sua alma foi divida em 600.000 almas. A “luz” de Adão, designada Zei’ra Ila’ah (esplendor superior) no Sagrado Livro do Zohar, era única, completa e unificada, e de repente, no momento do Pecado, se dispersou e se fragmentou em muitas luzes.

Consulte, por favor, no livro Panim Masbirot, página 56, o parágrafo começando com a frase “E é necessário:” e isto é, que após o bem e o mal terem sido misturados (ou seja, após o pecado), uma larga estrutura foi feita para os klipot (cascas – poderes impuros) para dá-los o poder de ter um controle da santidade, etc. Como proteção dos klipot, a luz dos sete dias da criação foi dividida em porções bem pequenas, as quais são muito minúsculas para prover o sustento para os klipot.

Houve um rei que quis enviar uma grande quantidade de moedas de ouro para o seu filho que vivia no exterior. Todos os habitantes do seu país eram ladrões e trapaceiros. Ele não tinha nenhum mensageiro confiável sequer. O que ele fez? Ele separou as moedas de ouro e as enviou através de muitos mensageiros. Cada mensageiro individual decidiu que não valia a pena ter o risco da fúria do rei por um roubo tão insignificante.

Da mesma forma, uma multidão de almas através de vários dias pode resgatar os fragmentos de nitzotim kedoshim (centelhas divinas) que foram usurpadas pelos klipot (o mal) depois do pecado da etz hadaat tov (a árvore do conhecimento do bem).

A “multidão de almas” representa as luzes interiores. Os “muitos dias” representam as luzes exteriores. As luzes interiores iluminam o presente, enquanto as luzes circundantes vão iluminar no futuro. Todas as moedas se combinam para completar a luz original, na presença da qual Adam Harishon pecou. E então haverá a correção completa.

Todos nascem com uma pequena porção da alma de Adam Harishon. Quando a pessoa corrige sua porção, ela afasta a necessidade de reencarnar. A pessoa corrige apenas aquilo que pertence à sua pequena porção. O Ari Za"l, no livro Etz Chaim, escreveu: “um dia não se compara ao outro, um momento não se compara ao outro e uma pessoa não se compara a outra. Mas todos têm que consertar aquilo que pertence à sua porção.”

Todos os que nascem têm o serviço da escolha, pois a pessoa não nasce justa, como os Cabalistas dissera (nidah 15, 2): “rabi chaninah bar papah aprendeu que o anjo responsável pela gravidez, laylah o seu nome, pega uma gota e leva-a diante do Criador. Ele diz frente a Ele ‘Mestre do mundo! Esta gota, o que vai ser dela, forte ou fraca, sábia ou tola, rica ou pobre, no entanto, injusto ou justo não está predeterminado, etc.’”

Então, a pessoa não nasce justa, pois justa ou injusta não está predeterminado, mas é deixado para o livre arbítrio da pessoa. Todos de acordo com seu trabalho na Tora e Mitzvot merecerão refinar seu coração e corrigir o seu indivíduo de acordo com a raiz da sua alma. E então ele está completo.


Artigo relacionado: Livre Arbítrio

3 de nov. de 2009

Face à Face com o Ponto no Coração

Traduzido de Face To Face With The Point In The Heart
Autor: Rav Michael Laitman


Todo mundo passa pelo despertar do “ponto no coração” pelo menos uma vez na vida. Mas as pessoas normalmente pensam que o vazio e os sentimentos ruins que elas têm são causados por questões terrenas. A pessoa não entende que isto é a sua alma despertando dentro dela e pedindo para ser desenvolvida.

A maioria das pessoas não presta atenção a esses momentos, os quais vêm a elas em vários ciclos de vida. Elas não entendem que esses momentos estão urgindo-as para começar a desenvolver a alma. Ao invés disso, elas pensam que tais momentos são gerados pelas causas práticas usuais, e não pela sublime meta superior.

No entanto, depois de ser desperta várias vezes dessa forma, a pessoa começa a entender por que ela se sente mal. Este entendimento chama-se o reconhecimento do mal. A pessoa percebe que ela se sente mal não porque ela está vazia, mas por causa das mentiras e da falta da verdade. Ela sente isso de forma tão forte que ela está pronta para ouvir a verdade, não importa o quão amarga ela venha a ser.

E então ela está pronta para suportar a ausência da satisfação e prefere fazer uma restrição no seu próprio egoísmo em favor da aproximação à verdade. A pessoa tem que entender que quando questões difíceis a perseguem, quando sua mente está pesada e ela se sente impotente, este é o começo da revelação da alma. Neste ponto, ela não tem outra escolha a não ser desenvolvê-la, visto que de outra forma, ela vai apenas prolongar o seu sofrimento.


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